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UE vai bloquear novas sanções dos EUA contra Irã para defender negócios

Segundo a Comissão Europeia, a UE vai bloquear as novas sanções dos EUA contra o Irã, que entrarão em vigor em 7 de agosto.

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A porta-voz da Comissão Europeia, Mina Andreeva, declarou na segunda-feira (6) que as empresas europeias serão protegidas das sanções unilaterais dos EUA contra Teerã.

Anteriormente, a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, declarou a disposição do bloco de continuar e intensificar sua cooperação comercial com Teerã, apesar das sanções norte-americanas. 

Federica Mogherini e os chanceleres do Reino Unido, França e Alemanha declaram que seus países continuarão mantendo "os canais financeiros efetivos" abertos com o Irã, acrescentando que eles "lamentam profundamente" a saída de Washington do acordo iraniano e reaplicação das sanções.

"Por conseguinte, o Estatuto de Bloqueio elaborado pela União Europeia entra em vigor em 7 de agosto para proteger as empresas da UE que fazem negócios legais com o Irã das consequências das sanções extraterritoriais norte-americanas", informou o comunicado.

O estatuto vai proibir que empresas europeias cumpram as sanções norte-americanas, anulando, assim, quaisquer decisões judiciais contra elas e permitindo ressarcimento de danos causados por multas.

Os políticos europeus também confirmaram seu compromisso com o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), conhecido com o acordo nuclear iraniano.

"As partes restantes do JCPOA estão empenhadas em trabalhar na, nomeadamente, preservação e manutenção dos eficazes canais financeiros com o Irã e continuação das exportações do petróleo e gás iraniano", informou o comunicado.

Em maio passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada de seu país do acordo nuclear assinado em 2015 pelo Irã, Rússia, Estados Unidos, Reino Unido, China, França, Alemanha e União Europeia (UE), que estabelece limitações ao programa nuclear iraniano em troca do cancelamento das sanções internacionais. Washington também ordenou que as sanções contra Teerã sejam restabelecidas "ao máximo", e não descartou a aplicação de restrições contra empresas que realizam negócios com o Irã.

FONTE: Sputnik Brasil
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